Falaremos um pouco sobre tipos de carbonetos de aços para cutelaria e vamos comprara dois tipos bem distintos fornecidos pela Maxime Ferrum. Muitos amigos têm me ligado perguntando diferença entre o aço 13C26 e o N690. São aços bem distintos sendo a diferença principal entre eles os teores de cromo (o N690 tem cerca de 17% e o 13C26 tem 12,8% ) e o teor de carbono ( o N690 tem 1,08% enquanto o 13C26 tem 0,68%).

Isso faz com que o carbono e os carbonetos formados se apresentem de forma diferente nos dois materiais. O que proporciona melhor retenção de fio nas facas são os carbonetos, porém estes também são o que geram a dificuldade de afiação, portanto tem que haver um balanceamento entre teor de carbono e tipos de carbonetos para ter-se boa retenção e facilidade de reafiação.

Os aços com teores de carbono alto, como o N690, formam o que se chama de carbonetos primários, que são formados a altas temperaturas, sendo grosseiros e não são transformados por meio de tratamento térmico. Isso tem a vantagem de ter-se uma dureza muito alta, porém no caso de reafiação a dificuldade é maior e o material também se torna mais frágil e susceptível quebra e a arrancamentos de carbonetos (micro dentes no fio).

Já o 13C26 está no limite para a formação de 100% de carbonetos secundários, que são mais refinados e facilmente dissolvidos durante o tratamento térmico. A composição balanceada do 13C26 garante que todos os carbonetos existentes após o tratamento térmico sejam refinados, garantindo excelente tenacidade, retenção de fio, facilidade de afiação e polimento. Por isso achamos que esse aço é de excelência para facas de alta qualidade pois alia dureza a níveis elevados (faixa de 58HRC) e facilidade de reafiação da faca durante a sua vida.

Resumindo: os dois aços são de alto desempenho e têm características estruturais diferentes. Sempre teremos cuteleiros que preferirão o N690 e outros o 13C26, porém o mais importante é que ambos estarão sempre satisfeitos, que é o que importa no final.

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